segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Ensino Médio

Grabowski afirma que o trabalho como princípio educativo é formação integral, mas não é profissionalização

Em entrevista exclusiva ao site da Secretaria de Estado da Educação, o professor da Feevale, Dr. Gabriel Grabowski, defende a necessidade de mudança na educação: “O Ensino Médio precisa ser reestruturado no Brasil e no Rio Grande do Sul porque não está conseguindo motivar os jovens para estudar, pois está com uma qualidade questionável e descolado da vida dos que o frequentam ou deveriam estar frequentando”.

O professor defende a necessidade de mudanças nas escolas e de uma reestruturação da proposta político pedagógica numa nova perspectiva: “Onde o Trabalho, a Ciência, a Tecnologia e a Cultura sejam os elementos estruturantes e fundantes na formação dos jovens”.

Grabowski rebate as críticas de que um currículo estruturado a partir das áreas do conhecimento, com formação geral e diversificada e que aproxima o jovem do mundo do trabalho, visa à preparação de mão-de-obra barata para o mercado de trabalho: “Tomar o trabalho como princípio educativo não é formar mão-de-obra. É partir de um elemento constitutivo da vida e da existência humana para, a partir dele, educar e formar. Trabalho como princípio educativo é formação integral, não parcial e não é profissionalização. Quem interpreta assim está distorcendo ou desconhece a literatura sobre o tema”, conclui o professor.

O pesquisador defende que a mudança seja discutida e que responda aos anseios dos jovens. “Nós educadores precisamos sustentar uma proposta com excelência acadêmica, científica, humana e socialmente justa, que afirme à cidadania plena e desenvolva a autonomia intelectual, ética, política e social dos estudantes”.

Por fim Grabowski explica que a educação de qualidade ajuda no desenvolvimento do Estado. “Um projeto de desenvolvimento pressupõe educação e está contribui para que o desenvolvimento seja integral e para todos”.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Visite o SITE da SEDUC - http://www.seduc.rs.gov.br/

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Educação e cultura

Seminário estadual debate a música na escola

Porto Alegre sedia na próxima terça-feira (6) o 2º Seminário Estadual Música na Escola. Com participação de professores e estudantes, equipes diretivas de escolas e técnicos de secretarias municipais, coordenadores pedagógicos e representantes de instituições de ensino superior, o evento tem como objetivo principal propor ações que favoreçam o cumprimento da Lei 11.769/08. Esta lei torna obrigatório o conteúdo de música no currículo da Educação Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio). O seminário será realizado no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa, das 9h às 17h. A entrada é gratuita e haverá certificação para conferida pela UFRGS aos participantes.

Entre os temas a serem discutidos destacam-se a realização de concurso público para o cargo de professor de música, formação de professores, destinação de recursos para aquisição de instrumentos musicais, materiais pedagógicos, criação de espaços para o ensino da música, fomento a grupos musicais e realização de festivais em âmbito escolar.

O encontro é promovido pelo Grupo Técnico Música na Escola RS em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da assembleia Legislativa, Famurs e Undime. Informações pelo fone 51 3210-2096 ou pelo e-mail gt.rsmusicanaescola@gmail.com

Programação:
9h – apresentação musical
9h30 – mesa de abertura
10h – palestra: A inserção da música no currículo da escola
11h – música na escola – mostra de experiências
12h – intervalo
13h30 – apresentação musical
14h – A implementação da Lei 11.769/08: o papel do Grupo Técnico Música na Escola
15h – Debate público
17h - Encerramento

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Ensino Médio

Frigotto defende em debate proposta da Seduc


Um dos mais respeitados teóricos da educação brasileira, Gaudêncio Frigotto foi um dos painelistas do Seminário de formação sobre o Ensino Médio promovido pela Secretaria de Estado da Educação no IPA, nesta quarta-feira (30) e propôs reflexões aos presentes. “Quando se propõe uma discussão ou debate, como este processo sobre a reestruturação do Ensino Médio, não é o presente que está em discussão; é o passado que se concretiza no futuro”, frisou.

Para Frigotto, a polêmica que tem cercado os conceitos e concepções teóricas da proposta da Seduc, como o Ensino Médio Politécnico, deve vir acompanhada de muitos debates. “É preciso que a concepção de politécnica, que se discute no país pelo menos desde a década de 80, seja ‘ruminada’ pelo chão da escola”. O educador destaca três características da proposta: o trabalho como princípio educativo, a formação omnilateral ou integral do ser humano e a educação politécnica/tecnológica.

“Não há possibilidade de vida sem comida, não há comida sem produção, não há produção sem trabalho", disse. Por isso, segundo o teórico, o trabalho precisa estar vinculado à educação. A educação, para Frigotto, precisa atuar para criar seres humanos não exploradores, com senso crítico e capacidade de análise. Por isso, a formação integral. “Para formar um homem novo, a educação não pode se restringir à formação intelectiva. É preciso que os conceitos relacionados à cultura, ao trabalho produtivo, ao corpo estejam presentes no currículo”, frisou.

A politecnia, lembrou Frigotto, não se destina à formação de mão de obra, pois não é profissionalizante. “A politecnia fornece as bases da ciência para o sujeito produzir a vida de forma não alienada, ela não é um monstro, é prática. “Essa travessia que vocês estão fazendo é íngreme, mas só se faz atravessando, por isso faço um pedido a vocês. Tenham paciência para discutir; não partam do zero. Negociem, debatam, é assim que esse novo currículo para o ensino médio vai se concretizar”.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) está promovendo na manhã desta quarta-feira (30) um Seminário de Formação para aprofundar o debate sobre a reestruturação curricular do Ensino Médio. A atividade acontece no auditório do Instituto Metodista de Porto Alegre (IPA). São debatedores especialistas renomeados no País na área da Educação: Sandra Regina Oliveira Garcia, Gaudêncio Frigotto, Antonio Cattani e Gabriel Grabowski. A abertura do evento foi realizada pelo secretário de Estado da Educação, Prof. Dr. Jose Clovis de Azevedo, que ressaltou o trabalho como princípio estruturante da vida e da Educação. “Precisamos superar a dualidade entre o fazer e o pensar, sem prejuízo à carga horária, sem transformar tudo em profissionalizante”, disse.

O primeiro painelista, Antonio Cattani, destacou os aspectos do trabalho como princípio educativo, e as posições contraditórias que assume hoje na sociedade. Segundo o pesquisador, atualmente, o trabalho é visto como um princípio, um valor, desde que o trabalhador não desenvolva nenhum espírito crítico e que desempenhe suas atividades dentro das condições impostas. Outra visão é a do trabalho como um sacrifício, mas que é visto como uma ascensão ao consumo. “O trabalho é tudo ou nada”, afirmou.

Para Catanni, hoje se pode revalorizar o trabalho, não de uma forma subordinada, mas dentro do conceito de ação coletiva, que envolve diferentes sujeitos dentro de suas melhores intenções. “O trabalho é um elemento indispensável enquanto indivíduos e seres sociais. Trabalhar significa viver, é sair do discurso e partir para o mundo. É gratificante, mas não pode ser fonte de sofrimento ou aprisionamento”, destacou.

Nesse sentido, o pesquisador afirmou que o ideal educativo proposto pela Seduc tem como objetivo qualificar todos os cidadãos, qualificando-os para participar consciente do trabalho coletiva e criticamente. Cattani encerrou seu painel falando sobre a necessidade das mudanças. “O desafio é complexo, mas a mudança é necessária, podendo ser extraordinária e mudar a historia da educação no País”, disse
Dias 28 e 29 de novembro a 5ªCRE esteve presente no encontro realizado em POA sobre o EDUCACENSO. Foram apresentados dados estatísticos e, acima e tudo, a importância desse levantamento que cada escola deverá fazer(escolas estaduais, municipais, federais e particulares), para que seja referência para liberação de verbas e projetos dos governos estadual e federal.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011





Durante a "Semana Farroupilha-2011" na histórica cidade de Piratini, apresentação no Centro de Eventos.
Marco Viana, José Viana e Gilson

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

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A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) está promovendo na manhã desta quarta-feira (30) um Seminário de Formação para aprofundar o debate sobre a reestruturação curricular do Ensino Médio. A atividade acontece no auditório do Instituto Metodista de Porto Alegre (IPA). São debatedores especialistas renomeados no País na área da Educação: Sandra Regina Oliveira Garcia, Gaudêncio Frigotto, Antonio Cattani e Gabriel Grabowski. A abertura do evento foi realizada pelo secretário de Estado da Educação, Prof. Dr. Jose Clovis de Azevedo, que ressaltou o trabalho como princípio estruturante da vida e da Educação. “Precisamos superar a dualidade entre o fazer e o pensar, sem prejuízo à carga horária, sem transformar tudo em profissionalizante”, disse.

O primeiro painelista, Antonio Cattani, destacou os aspectos do trabalho como princípio educativo, e as posições contraditórias que assume hoje na sociedade. Segundo o pesquisador, atualmente, o trabalho é visto como um princípio, um valor, desde que o trabalhador não desenvolva nenhum espírito crítico e que desempenhe suas atividades dentro das condições impostas. Outra visão é a do trabalho como um sacrifício, mas que é visto como uma ascensão ao consumo. “O trabalho é tudo ou nada”, afirmou.

Para Catanni, hoje se pode revalorizar o trabalho, não de uma forma subordinada, mas dentro do conceito de ação coletiva, que envolve diferentes sujeitos dentro de suas melhores intenções. “O trabalho é um elemento indispensável enquanto indivíduos e seres sociais. Trabalhar significa viver, é sair do discurso e partir para o mundo. É gratificante, mas não pode ser fonte de sofrimento ou aprisionamento”, destacou.

Nesse sentido, o pesquisador afirmou que o ideal educativo proposto pela Seduc tem como objetivo qualificar todos os cidadãos, qualificando-os para participar consciente do trabalho coletiva e criticamente. Cattani encerrou seu painel falando sobre a necessidade das mudanças. “O desafio é complexo, mas a mudança é necessária, podendo ser extraordinária e mudar a historia da educação no País”, disse